sábado, 26 de outubro de 2013

COMO CONHECI O NEGÃO

Esse episódio que vou lhes narrar aconteceu de verdade comigo, e isso foi coisa de um ano atrás, portanto, muito recente.
Eu vinha de uma daquelas noitadas na Boate do Centro da minha cidade após uma cantada de um macho que não deu muito certo não. Larguei ele de mão e saí da boate, caminhando sozinha as duas da manhã pelo centro, morta de frustrada. Estava montadérrima com uma sainha jeans curtíssima, saltinho alto e uma blusinha top tomara que caia - uma autêntica periguete rssss. Eu tinha que passar por uma ponte que ligava o centro com o meu bairro. Fiz a atravessia sozinha e morrendo de medo, mas não me emendo mesmo. Foi quando vi se aproximar um sujeito baixo, negro, forte, cabelos curtos, empurrando um carrinho de frutas. Ao passar por mim, assobiou. Fiz que não ouvi e continuei andando. Aí ele parou e falou bem sério de lá:
"Boa noite!" Sua voz era grossa e impositiva. Como não respondi, ele insistiu:
"Ei, estou falando com você!" Parei de birra e olhei pra ele. "Quem esse sujeitinho pensa que é." Pensei.
"Não vai me dizer boa noite?"
"Boa noite!" Eu disse. Ele se aproximou de mim com o carrinho.
"Não vou arrancar seu pedaço não. Como é o nome da moça?"
'Márcia."
"Muito prazer. Arlindo. Mas pode me chamar de Negão. É como sou conhecido na feira onde trabalho."
"E o que você deseja?" Perguntei, morte de medo.
"Acompanhar você até o outro lado. É perigoso atravessar a ponte uma hora dessas."
"Não precisa."
"Precisa sim, e vou lhe acompanhar.!" Disse ele autoritário. Fiquei caladinha e deixei que ele me acompanhasse. Fomos andando os dois pela madrugada. Ele me elogiando e me enchendo de perguntas. Arrancou tudo de mim enquanto atravessávamos. Ao chegar do outro lado, ele agradeci e me preparei para deixá-lo, foi quando ele segurou forte minha mão e disse:
"Ei, ainda tá cedo, vamos conversar um pouco, Márcia."
"Está tarde, amanhã a gente conversa."
"Amanhã, não hoje!" Nem morta eu iria ficar ali conversando com aquele estranho. Pensei cá com meus botõeszinhos.
"Deixa eu ir, por favor!"
"Não senhora. Só vai quando eu mandar!" O sujeito segurava forte minha mão. A mão dele era áspera e grande. Aí ele me puxou pra perto dele e me encoxou. Seus braços enlaçaram minha cintura e eu fiquei presa.
"Ai, por favor! Deixa eu ir agora, por favor!" Pedi com jeitinho.
'Não sem antes me dá um beijo, Márcia. Quero provar dessa boquinha."
"Mas eu nem lhe conheço."
"Eu não me apresentei a você?"
'Sim, apresentou."
"Então como é o meu nome?" Perguntou olhando-me sério nos meus olhos. Fiquei pensando toda desconsertada tentando me lembrar...
"Aii, esqueci..."
"Esqueceu é porque eu não lhe interesso?"
"Não, é porque  tá tarde..."
"Arlindo! Repita!"
"Arlindo..."
"Ainda vai esquecer?"
"Não!"
"Como é meu nome?"
"Arlindo..."
"Isso mesmo! Agora o beijinho senão não lhe deixo ir." Beijei-lhe o rosto rapidamente. Mas ele disse:
"Não, senhora. Quero na boca que é pra provar a linguinha da menina."
"Ai não, Arlindo..."
"Ai sim! Anda!" Ai credo, beijar a boca de um feirante. Pensei. Mas tinha outro jeito. Ele me apertava contra ele e eu não tinha muita opção. Cedi a linguinha e ele ficou chupando. Suas mãos desceram pela minha cintura e apanharam de cheio meu bumbum empinadinho sobre os saltos. Estava toda dominada.
'Hummm... delícia... adorei... tem gostinho de mel hehehehe..."
"Posso ir agora?"
"Vou deixá-la em casa! Onde já se viu uma coisinha assim sozinha pela noite. Vamos indo. Vou lhe deixar na porta da sua casa, assim fico sabendo onde a menina mora. Quem sabe não resolvo fazer uma visitinha, hein Hehehehe."
"Tudo bem! Vamos?"
Caminhamos para minha casa que ficava algumas quadras dali. Ele ainda segurava minha mão. Não a largava por nada. Chegamos em casa, tentei mais uma vez me despedir dele no portão, mas ele me puxou de novo para perto de si e me encoxou outra vez.
"Fica mais um pouquinho, Marcinha..."
"Ai, não posso. Deixa eu entrar, por favor!" Ele foi me beijando o pescoço, me apertando a bunda, mordendo meu ombro, parecia bem taradinho mesmo, enquanto eu tentava me esquivar dele, no entanto, apesar dele ser um pouco mais baixo que eu, era forte e tinha uma pegada de macho. Acabei cedendo e deixei ele me encoxar ali mesmo. Mas um pouquinho, tinha me comido ali mesmo, se não fosse eu ficar pedindo com jeitinho pra ele me liberar.
"Tá bom! Deixo você ir. Mas amanhã, ao meio dia, venho aqui para almoçar com você. Prepara uma comidinha bem gostosa." Ai, Meu Deus, ele não pode estar falando sério. Pensei toda trêmula. Mas aquele era um homem de palavra, e tão cedo ele não desistiria.
'Você ouviu, Marcinha?"
"Sim, ouvi."
"Entra agora!" Disse aquilo me dando um tapa na bunda que estalou.
"A\iii...'
"Entra!! E amanhã, meio dia em ponto venho provar da comidinha da Marcinha. Hehehehe..."
Entrei rapidinho e fechei a porta. Fiquei empinadinha olhando pelo buraco da fechadura ele partir com seu carrinho de frutas. "Ai, Meu Deus, onde fui amarrar minha burrinha..." Pensei outra vez com os meu botõeszinhos. No quarto, fui olhar no espelho para ver o tamanho daquela palmada. O Negão tinha uma mão pesada, gente.
E não é que ele apareceu mesmo? Mas isto é uma outra estória... rssss



                                              FOTO DO NEGÃO QUE ME COMEU

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