quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A VISITA INESPERADA DO NEGÃO

VISITA INESPERADA DO NEGÃO

Eu francamente não espera por sua visita naquele dia. Confesso que estremeci dos pés a cabeça logo que vi sua silhueta imensa e negra parada do outro lado da porta de vidro de correr da minha casa, no antigo bairro onde morava. Pensei temerosa: “Será que abro?” Não tinha outro remédio. Eu me tornara refém dele. Sua escrava! Sua puta! Sua mercadoria violada. Abri e ele entrou. Olhou-me do alto porque era grande e superior. Eu me sentia menor diante daquele homem; um brinquedinho; uma espécie de objeto manipulativo: mulher de malandro, para ser mais clara e precisa. Puxou-me para perto de si com seus braços que mais pareciam toras de maçaranduba, e lascou-me um beijaço na boca. Estava suado do trabalho do dia. Era feirante do Mercado Municipal que ficava alguns quarteirões da minha casa. Mais tarde posso até lhes contar em detalhes como foi que o conheci. Bem. Ele sentou-se à mesa e esperou que eu o servisse. Eu prontamente fiz seu prato com tudo que tinha direito. Fazia tudo com muito cuidado que era pra não decepcioná-lo. Ele comeria rápido e depois, certamente iria embora. Era o que eu pensava:
"Hummmm esse bife acebolado tá uma delicia... Tal e qual a dona que o preparou... hehehe..." Eu não disse nada. Comia calada no meu canto.
"Depois o que que eu vou ter de sobremesa?" Perguntou ele:
"Não sei... o que que você gosta?"
"Hummm que tal uma rabadinha?"
"Rabadinha?"
"Se fazendo de boba, é?"
"Claro que não."
"Uma rabadinha depois do almoço cai bem pro Negão." Disse-me com seus olhos de fogo penetrando-me fundo a alma. Fiquei pensando...
"Rabada você quer dizer?"
"Hum hum. Rabada de marcinha... ehhehehe"
"Ah...."
"Caiu a fixa foi? Custa a entender,  né? Além de gostosa é tapadinha.... Assim é que eu gosto. Dão menos trabalho...”
"É que não tinha entendido direito, desculpa!"
"Muito bem. Não se faça de desentendida comigo."
"OI?"
"Esqueça! Vai lavar a louça que eu quero te ver na pia lavando louça."
Prontamente fui para a pia. Enquanto eu lavava a louça, distraída, ele chegou por trás e me encoxou ali mesmo.
"Aiii, pare, por favor! Você quase fez quebrar um prato!"
"E eu com isso? Hum? Depois compro outro. Vou mandar mesmo nessa casa a partir de agora."
"Quem disse?"
"Eu estou dizendo! Por quê?"
"Por nada..."
E ele foi me encoxando, me mordendo o ombro, o pescoço, me falando aquelas coisas com  aquela sua voz mandona e safada no meu ouvido.
"Para, tá me deixando toda atrapalhada com os pratos!"
"Hummm adoro esse cherinho de cebola que fica na pele da mulher..."
"Ai, não acredito..."
"Pois acredite. Adoro cheiro de cebola em pele de mulher... Ficam mais saborosas... chamativas. Acendem o faro do MACHO...!”
"Ai,i me salte..."
“Não resista, vai ser pior! Você me atiça todos os dias quando vai á feira fazer suas comprinhas, penso que eu não lhe noto?” Agora quer dar uma de difícil... Se eu quiser , como esse rabo aqui e agora mesmo nessa pia.” E tacou-lhe um tapão na minha bunda, ordenando:
"Acaba logo de lavar esses pratos que eu vou para o quarto te esperar. Quero provar dessa rabada é hoje!"
Não tinha mesmo com escapar daquele homem. Eu seria enrabada dessa vez. Terminei de lavar os pratos e caminhei molemente para o quarto. Ele já esperava deitado na cama. Me encarou sério de lá, dizendo em seguida:
"Calce um saltinho alto e desfile um pouco pra eu ver o material..."
Calce um saltinho vermelho e desfilei pelo quarto.
"Rebolando, rebolando bem sensual, menina!”
Caprichei no rebolado. Não tinha outro remédio. Depois ele pediu pra eu tirar o shortinho e vestir um fio dental vermelho da cor do saltinho. Nem precisei, só fiz tirar o shortinho, pois que já vestia por baixo um fio dental. Adoro fio dental.
"FIiuuuuu.... delícia... desfilando, desfilando... não para!"

Eu não acreditava naquilo. Eu de saltinho e fio dental desfilando pra um estranho. E ele foi me dominando, me dominando que quando percebi, já estava na cama com ele por cima de mim me beijando toda, enfiando aquele seu pau enorme na minha bunda. Não havia como escapar mesmo. Eu definitivamente havia me tornado sua mulherzinha naquele dia... Seu brinquedinho de prazer. Seria assim a partir de agora...

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